terça-feira, 20 de julho de 2010
Castelo da Barbie
Hoje, sentada próxima à janela, olhando para este dia lindo, acabei me perdendo na imensidão do céu azul. Quase adormecendo, fui despertada por uma ideia que acabou me intrigando: será que esse céu azul é de verdade? Pode parecer loucura eu estar me fazendo tal pergunta, mas antes de me julgar como louca, deixe-me esclarecer meus motivos a pensar nesse absurdo.
Quando somos pequenos, nos ensinam que viemos de cegonhas; você vem embrulhado em um pano azul se for menino, e se for menina, virá em uma pano rosa. Pois é assim: rosa é cor de menina, azul é cor de menino.
Depois, um pouco mais crescidos, a gente descobre que coelhos não dão ovos de chocolates, isso é impossível! Papai Noel não passa de vários senhores barbudos que usam roupas vermelhas e ficam sentados em grandes poltronas no centro dos shoppings, apenas posando para tirar fotos com as crianças. O cabelo da Barbie não irá crescer depois de cortado; ela e o Ken nunca vão se amar de verdade.
Aos poucos, o nosso mundo vai ficando cada vez mais parecido com o mundo da Barbie, onde as pessoas andam sempre com um sorriso estampado no rosto, mesmo em dias tristes, porque é assim que a gente aprende a viver: sempre sorrir!, nunca deixar os outros perceberem nossas fraquezas!
As coisas verdadeiras são substituídas por coisas de plástico. A mais linda flor que descansa despreocupada ao lado dos retratos da família, daqui a pouco será substituída por uma flor com pétalas falsas, cuja a beleza será eterna.
E este céu? Será que um dia será substituído? Poderá ser substituído, ou afinal, ele é mais uma das mentiras que a gente vive acreditando?
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