segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Falo ou não falo?


Eu quero te dizer tudo o que vem à minha cabeça, fazer comentários desnecessários, rir de qualquer besteira, agir normalmente ao teu lado. Mas fico hesitante, tomada de uma insegurança medonha - "Será que ele vai gostar? Será que vai achar interessante? Será que..." E depois de tanto pensar nessas coisas, vejo que já perdi muito tempo e acabo respondendo o que parece mais conveniente, só para facilitar as coisas...

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

1984 (George Orwell)

"Quando você ama alguém, ama essa pessoa e mesmo não tendo mais nada a oferecer, continua oferencendo-lhe o seu amor. Como não havia mais chocolate, a mãe abraçara a filha com força. Não adiantava, não alterava coisa nenhuma, não fazia aparecer mais chocolate, não evitava a morte da criança nem dela mesma; mas, para a mãe, era natural fazer aquilo."

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Um livro flutuante (parte II)


" - Que tal um beijo, Saumensch?





Ficou parado mais alguns instantes, com água pela cintura, antes de sair do rio e lhe entregar o livro. Tinha as calças grudadas no corpo e não parou de andar. Na verdade, acho que ele sentiu medo. Rudy Steiner ficou com medo do beijo da menina que roubava livros. Devia ter ansiado muito por ele. Devia amá-la com uma intensidade incrível. Tanto que nunca mais tornaria a lhe pedir seus lábios, e iria para sua sepultura sem eles."




A Menina Que Roubava Livros - Markus Zusak

terça-feira, 20 de julho de 2010

Castelo da Barbie


Hoje, sentada próxima à janela, olhando para este dia lindo, acabei me perdendo na imensidão do céu azul. Quase adormecendo, fui despertada por uma ideia que acabou me intrigando: será que esse céu azul é de verdade? Pode parecer loucura eu estar me fazendo tal pergunta, mas antes de me julgar como louca, deixe-me esclarecer meus motivos a pensar nesse absurdo.


Quando somos pequenos, nos ensinam que viemos de cegonhas; você vem embrulhado em um pano azul se for menino, e se for menina, virá em uma pano rosa. Pois é assim: rosa é cor de menina, azul é cor de menino.


Depois, um pouco mais crescidos, a gente descobre que coelhos não dão ovos de chocolates, isso é impossível! Papai Noel não passa de vários senhores barbudos que usam roupas vermelhas e ficam sentados em grandes poltronas no centro dos shoppings, apenas posando para tirar fotos com as crianças. O cabelo da Barbie não irá crescer depois de cortado; ela e o Ken nunca vão se amar de verdade.


Aos poucos, o nosso mundo vai ficando cada vez mais parecido com o mundo da Barbie, onde as pessoas andam sempre com um sorriso estampado no rosto, mesmo em dias tristes, porque é assim que a gente aprende a viver: sempre sorrir!, nunca deixar os outros perceberem nossas fraquezas!


As coisas verdadeiras são substituídas por coisas de plástico. A mais linda flor que descansa despreocupada ao lado dos retratos da família, daqui a pouco será substituída por uma flor com pétalas falsas, cuja a beleza será eterna.



E este céu? Será que um dia será substituído? Poderá ser substituído, ou afinal, ele é mais uma das mentiras que a gente vive acreditando?

sábado, 12 de junho de 2010

Sobre fotos e almas


-Uma vez ouvi dizer que as fotos roubam uma parte da alma.


-Parece bom! Assim podemos viver eternamente.


-Parece um pouco bizarro demais, isso sim.


-Ah, não vai dizer que acredita nessas coisas!


-Mas pensa bem, até que faz sentido! Por exemplo, se eu tirar uma foto nossa agora, esse momento estará guardado para sempre, não só em nossas memórias, mas será guardado em algo material e palpável. Com isso, nossa alma também estará lá.


-E se eu queimar a tal foto? O que acontece?, nós perdemos nossa alma que estava guardada lá, ou ela simplesmente fica vagando por aí, sem um rumo?


-Não havia pensado nisso. Mas... Queimar uma foto? Poucas pessoas ainda revelam suas fotos, muitas continuam armazenadas no computador, ou no cartão de memória da própria câmera. Está um pouco atrasado, não acha?


-Agora sim, isso parece bizarro.


-Por quê?


-Não é melhor ter sua alma guardada em um pedaço de papel, ao invés de uma câmera ou computador? Parecem ser frios demais para abrigar uma parte de mim.


-Mas um papel é muito menos resistente que o computador ou o cartão de memória! Qualquer coisa é capaz de destruí-lo!


-Isso é relativo. Depende das condições que o papel será guardado. Se for guardado junto ao fogo, certamente irá queimar. Se for guardado perto do mar, a umidade acabará com ele, e assim por diante. Então só será menos resistente se for mal conservado, e isso vale também para o cartão de memória e computador.


-Tens razão. E se depois de tirar muitas fotos, a nossa alma se acabe?


-Bom, deve ser por isso que certos artistas demonstram-se indiferentes aos problemas sociais que afetam os seus fãs.


-Isso não é verdade! Alguns artistas constroem instituições de amparo aos necessitados, além de outras coisas!


-Mas como eles irão se preocupar com isso depois de tantas fotos, e, consequentemente, tantos furtos sofridos pelas suas almas?


-Bem, as fotos podem roubar nossas almas, mas não nosso caráter.


-Mas o caráter não é essencial para diferenciar nossas almas das outras?

-Agora eu me vejo sem respostas.


-Para mim, isso só pode significar uma coisa: essa história de que as fotos roubam nossas almas não passa de uma besteira!


-Tens razão. Vamos esquecer isso e tirar uma foto para nos lembrarmos de não tocar neste assunto novamente. Discussão inútil... Da onde tirou essa ideia? Acho que anda lendo muita ficção.


-Parece ótimo! Oh, não! Mais uma parte de minha alma será perdida.

sábado, 5 de junho de 2010

Viva o Meio Ambiente! (...)


Parece tão hipócrita falar disso enquanto várias aves e outras espécies de animais tentam incansavelmente se livrar do óleo negro do petróleo que jorra sem parar nos Estados Unidos. Também seria hipocrisia se as outras nações ignorassem isso, como se não fosse nos afetar.



Será que é tão difícil conviver com o que nós já temos? É sempre preciso mais, e mais. Não fosse a ambição dos homens, nosso planeta ainda teria mais esperanças. Calma, acabei me precipitando. A ambição é boa, não fosse ela, ainda estaríamos fazendo fogo com pedras. Ela nos faz crescer, nos faz querer ir além. Mas esse "ir além" já está indo demais! Está fora de controle.



Para se ter uma ideia, mesmo que todos nós parássemos de poluir o planeta com lixo, ainda teria uma quantidade considerável para nossas futuras gerações. Não está na hora de repensar algumas atitudes? Devemos usar essa ambição que nos fez crescer, para que ela nos ajude na hora de fazer as coisas certas. Afinal, de nada ela adiantará para nós, se não a usarmos de maneira inteligente e sustentável.



E é essa a palavra da vez, aquela que todas as empresas usam em suas propagandas: "sustentabilidade".

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Caos


Novas tecnologias surgem a todo momento, explosão de informações, acontecimentos, essa é a globalização! Consumo desenfreado, novas tendências, milhões de tipos de poluição. Moda nerd, moda verde, moda emo. Ano de copa, eleições. Rio de Janeiro, cidade maravilhosa, sede das olimpíadas -uma cidade sem estrutura irá receber turistas de todo o mundo. 50 anos de Brasília, parabéns a cidade da corrupção! Julgamento do casal Nardoni, deslizamento de terra em Angra dos Reis, ponte caída no Rio Grande do Sul, ciclones, aquecimento global, terremotos, vulcões em erupção. Lady Gaga, colírios da Capricho, morte de Michael Jackson. Mortes, muitas mortes por violência, coisas pequenas. Qual o valor de uma vida? Desespero, estresse, ansiedade, medo. Insegurança, armas, nem sempre o caminho certo é o mais fácil.




Peço desculpas pelo texto confuso, mas não há maneira melhor para descrever a confusão em que vivemos.