quarta-feira, 21 de abril de 2010

Caos


Novas tecnologias surgem a todo momento, explosão de informações, acontecimentos, essa é a globalização! Consumo desenfreado, novas tendências, milhões de tipos de poluição. Moda nerd, moda verde, moda emo. Ano de copa, eleições. Rio de Janeiro, cidade maravilhosa, sede das olimpíadas -uma cidade sem estrutura irá receber turistas de todo o mundo. 50 anos de Brasília, parabéns a cidade da corrupção! Julgamento do casal Nardoni, deslizamento de terra em Angra dos Reis, ponte caída no Rio Grande do Sul, ciclones, aquecimento global, terremotos, vulcões em erupção. Lady Gaga, colírios da Capricho, morte de Michael Jackson. Mortes, muitas mortes por violência, coisas pequenas. Qual o valor de uma vida? Desespero, estresse, ansiedade, medo. Insegurança, armas, nem sempre o caminho certo é o mais fácil.




Peço desculpas pelo texto confuso, mas não há maneira melhor para descrever a confusão em que vivemos.

terça-feira, 20 de abril de 2010

Agora ou nunca


Se toda vez que algo desse errado fosse preciso apenas encaixar as peças novamente, como em um quebra-cabeça, seria muito fácil! Mas, sejamos realistas, isso nunca é possível. Afinal, uma vez que o ponteiro do relógio anda, não há como voltar no tempo, assim como o fogo queima, e não importa o que seja feito, nada será como antes. Uma conclusão? Pensar sempre muito bem antes de tomar qualquer decisão. Mas, novamente, sejamos realistas, isso nunca acontece!



A vontade de querer fazer os sonhos se tornarem realidade fala mais alto que qualquer outra coisa. Se o amanhã é incerto, e o passado é apenas o passado, nos resta o hoje, o agora ou o nunca.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Miopia

Lentes grossas fazem parte do meu rosto desde que consigo me lembrar. Elas me fazem enxergar melhor, com elas consigo ver a beleza das coisas. Era isso que eu pensava há algum tempo atrás, mas me descobri completamente errada sobre isso. As coisas belas não precisam de uma visão espetacular para que possam ser apreciadas. A beleza não está na forma, na cor. A beleza está no conteúdo, no interior. E a beleza não se enxerga, se sente. Então para que me servem estas lentes grossas? Para nada, pois mesmo sem seu auxílio, eu sinto a beleza. A beleza verdadeira, nua e crua das coisas.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Estar viva

Ally está sozinha, à beira do lago. Todos em sua volta choram por aquele que partiu, mas ela não deixa cair uma lágrima sequer. Talvez um dia se arrependa por não ter chorado, se lamentado. Mas hoje, ela apenas quer ficar sozinha. As vozes alheias zumbem em seus ouvidos, como abelhas no ritmo frenético da colmeia. Não se trata de pessimismo, apenas realismo. Não importa quantas lágrimas derramem, quantas vezes chamem por seu nome. Não há volta, não há uma segunda chance no juízo final. Ally está sozinha, de cabeça baixa, ela pensa em sua trajetória até o dia de hoje. Olha para seus tênis surrados, e abre um pequeno sorriso. Nem ela entende porque está sorrindo, mas não quer acabar com aquela sensação. Qual o nome para aquilo? Estar viva.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

(in)Certeza

Não é possível enxergar seu rosto, pois a luz é pouca e ilumina apenas a mesa. Mas é uma menina, disto tenho certeza. Agitação e calmaria parecem disputar uma batalha constante em sua mente. Ora ela para tudo o que está fazendo e se põe a observar a chuva que cai fraca, ora ela rabisca algo em um ritmo frenético. Eu aqui, observando a menina, poderia deduzir como ela é, do que gosta, do que tem medo, qual o seu sonho. Mas o rosto confuso e angustiado dela revela que a própria não tem certeza de si mesma. Ela derrama lágrimas descontroladas, se irrita e rasga o papel em que rabiscava. Procura por algo, procura por um espelho. Quando enxerga seu reflexo, tomo um susto: essa menina sou eu.