quarta-feira, 10 de março de 2010
Conformismo
A flor murcha lentamente, o calor de minha xícara se esvai com o vapor e é quase possível enxergar minhas ideias sendo jogadas fora juntamente com o ar que meus pulmões explulsam. Sortuda seria eu, se estes mesmos pulmões que explulsam minhas ideias, se recusassem a buscar o teu perfume, o teu ar. Aqui, sentada em minha janela, sinto o vento que bate suavemente em meu rosto, lembrando-me do seu toque. Procuro em vão, palavras que teriam sido capazes de te fazer pensar duas vezes, soltar um longo suspiro e finalmente um sorriso, de quem está convencido a mudar de ideia. Mas agora é tarde, nada que eu diga ou faça, irá te trazer de volta. Não importa quantas lágrimas eu derrame, quantas noites mal dormidas - nada será o suficiente. Então eu deixo a flor murchar, deixo o calor da minha xícara se esvair, deixo os meus pulmões expulsarem as minhas ideias, da mesma maneira que te deixei ir.
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